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Nossa voz perdida no espaço, alma transcênica, ignorando todo o lixo que vem depois, toda a indecência e traição. Depois tudo vai estar acabado, não importa quantas vezes digamos pra nós mesmos que tudo tem valor
Porque não tem, e acaba com a brisa passando pelo nosso corpo e levando tudo, inclusive a infelicidade, levando tudo o que nos constitui.
Nossa misantropia não nos salva do fim da humanidade da qual nós negamos, mas fazemos parte.
O espaço parece tão pequeno comparado à grandeza da nossa arte, mas continua sendo mais forte e resiste quanto a passagem do tempo. Não vai adiantar agarrar a descrença absoluta, querida, não. Estamos num equilíbrio divino que logo vai embora
Vá e volte, sinta a agonia, a vergonha, se desatine, respire o ar impuro e chegue à resolução da imensidão chamada Nada. Mistura o seu sangue sujo com o meu assim como a nossa criatividade se funde
Vamos negar tudo, dormir e nunca mais acordar.