Quando chega a noite
a quase-certeza de um céu estrelado
Me mantém acordada
Aguardando, mansa e quieta,
o sorriso branco da Lua
que se mistura à cor anormal
de teus olhos tristes
As estrelas salpicam meu rosto
e tua pele se choca na minha
em sintonia quase infame
em derradeira e suave fantasia
Ao teu lado, sou um elétron
que por hora possui núcleo
Mas que o perde novamente
no cair do céu azul marinho brilhante
E desaparece,
se dilui minha alma que outrora
suspirou com a tua
durante a visão estrelada da imensidão
que não mais nos une,
que com ela nos leva embora.