Desgastada alma,
imaginação, sonhos,
má arte e criação
Meu cérebro alucina,
se enclina à indecisão
A febre ferve meu corpo
de idade imatura
E toda minha execução
é primitiva e insegura
Juventude defeituosa,
coração vão e fútil
Usual meditação melancólica
Me leva à paralisia
tão bem conhecida,
tão mal acompanhada
Fecundada pela poeira
do mundo demente
Imortal, sem esperança,
não cede à minha alma
de criança incoerente
E me paralisa a tristeza,
que causa minha falência
de espírito não-saudável
Ares extintos percorrem
esse corpo sem
resistência
Dentro dessa alma
de educação admirável
A ironia sou eu!
Amada e incapaz de amar
Repleta de soluções
ao mundo e nenhuma
para si
Exilada e contraída
vivendo os limites
da própria reserva
Ó, será mutável
minha forma atual
para algo feliz,
puro e que me enerva?
Grades negras são
minha prisão,
são minhas costelas,
segurando preso ao peito
essa imensa, cálida
e eterna indecisão