Timbre descontrolado, insultos gritados, é o que desperta minha vontade. A insegurança das calçadas do centro da cidade, a energia vital do coração central, onde tudo acontece e desacontece. Adrenalina sem medidas, pulsa o sangue no pescoço e arrepia os ossos. Saio dos eixos e aí se encontra o perigo relacionado à minha doença. O ar que respiro me deixa viva, mas também me leva à morte. É só uma questão de tempo. Renego minha vontade e meu habitat natural, meu lar, minha paixão. Paradoxo furioso me leva a reprimir desejo confuso, reprimir o hábito, o grito e a energia conhecida, reprimir a vida para só assim não ser morta por ela.