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Sobre o que jamais se pode matar

Veste tua roupa,
põe alegria falsária
nos lábios chorosos
Esconde a verdade,
a tua alma vergonhosa

Não há lugar nesse mundo
para o teu corpo
Ocupa o posto alugado
E segue em silêncio
a tua vida largada

Tuas lamúrias gritadas
implodem teu peito
cheio de ar,
ao mesmo tempo murcho
Os abraços oferecidos
são partidos
E os beijos,
dados em tuas mãos,
inócuamente devolvidos

Ninguém possui ocupação
sobre a tua vida,
tua história, teu conceito
Tuas costelas quebradas
Tua falta de respeito
Não devolve a maldade,
tira isso em teu proveito!

Usa isso pra aceitar
que tua voz não é alçada
aos mais altos voos
Nem aos mais importantes
ouvidos
Todos te veem
como um qualquer
Sem adição, sem mais,
só menos
E por dentro, gritas,
nunca explodindo,
pois eles não podem saber
que não irão te calar,
que tu és alma única,
que tu és o oculto,
o mistério, a imensidão
que jamais conhecerão
ou ouvirão falar.