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O do-porto desce indeciso a garganta, oscilando de gole a outro, tristemente contorcendo os pensamentos e embriagando o coração cuja porta é o lábio, a boca, o dente que corta a realidade.
Necessário é ele, odioso etílico líquido a fazer rápido efeito de queda, para movimentar minha alma a caminhos que de limpa consciência ela não consegue percorrer.
Viva a garrafa e também a desgraça da vida! Maldito e amado! Safado e desejado! Trajar impróprio em vidas aparentemente próprias. Deleite esse cancerígeno; faz-me mal, não vivo sem.
Vozes contrárias gritam aos ouvidos, não mudam o caso que me fazes a partir do que causas em mim. O nascimento é inevitável, a morte é gradativa. A luta, seja ao bem ou ao mal, jamais cessa, pois tu estás dos dois lados e está de nenhum, sempre vencendo, morrendo em mãos já cansadas de viver a vida a te amar.