Penetrantes olhos estes teus, felinos, ferinos, zangados, contemplam minha vazia existência, como se a ela entendesse. Singular gato dos olhos amarelos e pêlo negro, de miado suave e inesperado, acusa minhas escolhas e faz barulho. Mansamente tu deitas em meu colo elétrico e põe-se a acalmar meus nervos inquietos. Nada falas, jamais, porém sinto teu pequeno coração de mamífero palpitando de encontro à minha pele miserável.
Com pata multiplicada por quatro, deitas em minhas costelas nuas de dissernimento, movendo teu rabo coberto de pêlos, de lado a outro, que é o meu ponto de referência. Teu pulo é hábito; a mim, cada um é único e encharca minhas ideias de criatividade e estímulo, ao ponto de eu não conseguir transcrevê-las. Não busco mais significado.
Teu amor é silencioso e talvez até inconsciente, mas precioso para mim e nele me deleito, tocando teu pêlo, sentindo tua respiração de gato absorto em carinhos, amando o ser que tu és.
Com pata multiplicada por quatro, deitas em minhas costelas nuas de dissernimento, movendo teu rabo coberto de pêlos, de lado a outro, que é o meu ponto de referência. Teu pulo é hábito; a mim, cada um é único e encharca minhas ideias de criatividade e estímulo, ao ponto de eu não conseguir transcrevê-las. Não busco mais significado.
Teu amor é silencioso e talvez até inconsciente, mas precioso para mim e nele me deleito, tocando teu pêlo, sentindo tua respiração de gato absorto em carinhos, amando o ser que tu és.