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as amizades também adormecem

vento estranho batendo nos meus pulmões
duma vida esvaindo 
e conforme a conversa flui
os fluidos vão vazando

desejaria eu que nós fôssemos
tudo o que poderíamos 
e sem esse fingimento 
de cair em prantos 
sem sentido

me fala a verdade, quero ouvir 
não essa conversa fiada, 
pois sou víscera 
onde nem tem mais
o que viver 

te juro que quero saber 
das tuas dores
dos teus amores 
não finge querer não contar 
que te leio nos versos das tuas risadas
falsas entremeias cheias
e no fundo 
vazias de amor 

e se não quiser 
que a porta te seja serventia
de uma vida cheia sem mim 

sim,
eu transbordo 
sinto tudo & 
sinto muito 
por uma plenitude que já não jaz
no meio das poltronas de fim
de tarde e de começo

e espero no depois
com carência de sentido
algo que possa renascer
todas as coisas terríveis
que o teu olhar me diz
sobre nós

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