tem um nó nessa garganta
que desata em mágoa
em vida, em canto
não sei ser tanto sem prosa
prosa que desata em pranto
que desata em tanto
tanto falar servir agir mover
montanhas, acalantos
cantas na bandeja um vômito fraco
de quem vê no espaço
esse teu abraço raso
vive! respira esse ar
que não tarda a esvair
em meio ao prédio
em meio ao vão que existe
entre eu e você
e no meio
de todos nós
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