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o amor pede braços

não consigo dormir de braços
acho que porque a vida
não me preparou
durmo no canto
afastado quando muito
fugindo dos traços matinais

lembrar das vezes em que
os afetos me eram
socos na boca do amor
gritando socorro
e os cafés da manhã
eram pratos vazios
ocos chorosos
houve esse tempo

tantos
e a Renata me deu plantas e flores
lá no sítio
nem imagina o quanto isso
quis dizer aos meus
braços partidos
ao meio
 

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