tenho sonhado em meio ao caos
sonho pesado, que dilacera
mastigo as palavras quando acordo
cogitando um rosto seco,
esquecendo de quem eu era
as unhas compridas me lembram
da nossa distância
os cabelos curtos lembram
nossa proximidade
tanto arrependimento infante,
tantos anos atrás, incapaz, dizendo
que te queria, mas sem poder
que te amava, mas sem saber
e agora reviro noites em sonho,
a revirar fins de ideias terminantes
nas tardes, nos dias, no que foi
firme de que pra hoje,
precisou existir o ontem
se não houvesse,
não te encontraria pelas noites
te encontro nos sonhos
ou nos pesadelos?
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