Ela tinha uma coleção de desenhos. Vulgares, mal desenhados, coloridos e riscados. Todos estavam largados na barafunda do quarto em preto e branco. O único tom meia-alegria eram os desenhos que já ocupavam o cesto de lixo. Seria demais levá-los consigo. Seria demais pedir que ficassem, pois sem ela não haveria alguém para sorri-los e assim, perderiam a beleza.
Ouviu-se batidas secas na porta. Puxou para junto de si as duas malas de mão e antes que percebesse estava no banco do carro, tentando se manter presa às lembranças e ao mesmo tempo dando-as adeus, enquanto corriam contra as luzes da cidade. Despedindo-se com o olhar triste que costumava usar todos os dias. Apenas sorriu com muita força de vontade para Lira. Seus pais acharam melhor deixá-la com os vizinhos, pois cãos em navios faziam sujeira e barulho.
Ouviu-se batidas secas na porta. Puxou para junto de si as duas malas de mão e antes que percebesse estava no banco do carro, tentando se manter presa às lembranças e ao mesmo tempo dando-as adeus, enquanto corriam contra as luzes da cidade. Despedindo-se com o olhar triste que costumava usar todos os dias. Apenas sorriu com muita força de vontade para Lira. Seus pais acharam melhor deixá-la com os vizinhos, pois cãos em navios faziam sujeira e barulho.
Ninguém disse nada durante todo o percurso de carro.
O barulho da chuva ficava cada vez mais forte
e levava o sentido de partir embora também.
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