cheguei mais perto daqueles olhos gigantes, que observavam tudo o que eu fazia. muito perto, a ponto de sentir como se aqueles olhos fossem o centro do universo.
eu não sei a cor. ou melhor, as cores. uma cor entre o cinza, o caramelo e o verde esmeralda. ou melhor, as três misturadas, juntas.
aqueles olhos realmente significavam o universo.
havia um pouco de vermelho, vermelho-sangue, entre os riscos cinzas e verdes. Quase não os percebi.
e nos cantos haviam listras negras, talvez fossem o rio nilo, pensei, onde a localização hoje é desconhecida. rio nilo? sim, talvez.
e aqueles riscos azuis escuros, contraditórios, significavam as estrelas e o céu no cair da noite, exatamente quando o sol os encontrava.
mas porque se parece com o universo quando está colorido? e quando observa em preto e branco? é sinal de planeta terra, também. ainda mais forte, na verdade.
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