Dormir não me salva mais,
Escuridão das ruas não come consciência.
Nesse quarto escuro nada brilha,
ninguém tá em casa
Estômago revira como a pior das tempestades.
O espelho mostra olhos cansados
Deitados numa cama
Durante toda uma vida.
Simplesmente sorri!
Não há nada mais.
Derramamento de sangue
É um preço que se paga
sabe-se lá pelo quê
Não importa mais a inexistência
Da respiração pós-coma
Porque o coma dura uma vida inteira
E talvez um pouco mais que isso.