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Te vi tão breve
afogado na lagoa rasa
da tua própria e vaga vida
Flutuando em tempestade,
estavas preso em água fria
Na superfície ouvi teu grito,
alto e triste como no passado
onde era eu quem gritava,
e não o sujeito que ouvia
As ondas quebravam teus ossos
e gastavam tua vontade
de viver

Aos poucos emergiu
e logo me olhou,
vieram os chicotes azuis
a roubar e estuprar
nosso amor jamais selado
indo abaixo sem sorriso,
à beira da vitória,
e novamente desapareceste,
pelo mar sendo tragado