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Ouço apenas a música, as vibrações se chocando no ar e percorrendo meus braços, minhas pernas, meu pescoço: Estremeço completamente. O tempo está acabando, logo voltamos à vida, mas esse momento é o único que importa e essa é a nossa droga, esse é o nosso vício. Amamos a diversão, a música, e sentimos que somos amados somente pelo fato de estarmos cheios de felicidade. Fugimos do frio lá de fora, aqui dentro.
Todo o resto desaparece, não existe dor, não existe miséria, não existe chuva ou vento, tudo é fascinante e nosso corpo não consegue parar de dançar. É a libertação extrema, pura e intensa.
Os acordes sacodem meu cérebro e todos poderiam morrer nessa nota, todos são insignificantes se comparados à nossa paixão pelos clubes noturnos, pela dança, pelo suor, pelo único momento em nossas vidas em que somos completamente felizes fazendo o que gostamos, sozinhos em nosso espaço, longe de todos, ainda assim juntos, sincronizados individualmente, mas em grupo, por essa mesma paixão dilacerante.