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No nicho
de minha poesia
encontro o teu
coração ferido
clamando sorriso,
chorando saudade
Entre quatro paredes
ou pelos cantos
da nossa cidade

Noutros tempos,
poesia essa
eletrificava tu'alma
E cantava meu riso
em teu ouvido
De emoção, de verdade
e de mentira
Pura e crua,
como assim a tristeza,
e nossa falta de sabedoria

Sensível sou ao sentimento
que traz até mim
a tua face, tua língua
Contorço-me em dor,
tanto é minha explosão
de sensações
e nosso passado enfim

E nossa luz é infinita,
solitária,
restando a poesia
para suportar
o que não suporta
meu coração

Época de ouro, guardada
Miséria na calçada
de minha vida,
todos os dias contemplada

E dela jamais esqueço,
porque junto da mão
que me alisa
existe a unha que me arranha,
a língua que me derrota,
a palavra que me termina.