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como amar?

O vento veio gélido naquela noite sozinha e apagou a chama destinada ao cigarro. Sempre aquela história comum: Solidão, café, cigarros e um vento insistente.
E você a quilômetros de distância, um sem saber quem é, o outro também. E a saudade é imensa. Pelo toque, pelo abraço, pela conversa, pelo sexo, pelos cigarros compartilhados nessas noites geladas de ventania.
Tão fácil é amar quando se dá boa noite e os problemas não são divididos, quando se está na mesa de bar, riso calmo e conversa boa; quando a verdade fica debaixo do tapete e amor apaixonado-passageiro é o único prato na mesa.
Difícil é amar quando o outro tá destruído, descosturado, abalado, louco; quando perde o senso, a razão e emoção, a vontade, a coerência, o charme, a diversão. Difícil amar quando a chama do cigarro apaga e não consegue iluminar mais nada. Quando acontece, não basta o sentimentozinho pequeno e medíocre pra acender a luz e encontrar forma de erguer ao outro e a si mesmo novamente.