Um olhar encontrou o outro e repousaram juntos. Fazia um som esquisito, o teu olhar. Não era ruído, não era música. Era velhice. Desabrochando do teu íntimo, suspirando de leve, desafiando meu sentimento. Vi teu corpo escamar, apodrecer, poucos foram os segundos que passaram.
Pela manhã, quando sequer o sol tocou o alto da montanha e suas antenas, tu deita cansado em minhas pernas, fatigado e sem energia. Durante o dia dá uns rodopios, mas conforme o relógio corre, eles ficam mais raros e lentos; te estimulo, mas também me sinto cansada o tempo todo.
Vejo a velhice na tua face, na tua pupila vertical, no teu balançar lento de rabo. A cada dia mais devagar, lentamente caminhando para a morte, assim como eu; porém tu tem mais o que fazer: descansar, aproveitar o sol da manhã, desfalecer, perder o alento, os sentidos, as tuas forças.
Quem sofre em silêncio a te observar sou eu, tentando enganar o som com gargalhadas, música, bater de palmas. E na quietude de nosso encontro, lamentar a verdade de que tudo o que se ama, um dia desaparece.
Pela manhã, quando sequer o sol tocou o alto da montanha e suas antenas, tu deita cansado em minhas pernas, fatigado e sem energia. Durante o dia dá uns rodopios, mas conforme o relógio corre, eles ficam mais raros e lentos; te estimulo, mas também me sinto cansada o tempo todo.
Vejo a velhice na tua face, na tua pupila vertical, no teu balançar lento de rabo. A cada dia mais devagar, lentamente caminhando para a morte, assim como eu; porém tu tem mais o que fazer: descansar, aproveitar o sol da manhã, desfalecer, perder o alento, os sentidos, as tuas forças.
Quem sofre em silêncio a te observar sou eu, tentando enganar o som com gargalhadas, música, bater de palmas. E na quietude de nosso encontro, lamentar a verdade de que tudo o que se ama, um dia desaparece.