Lá estava eu, toda saúde, carne e ossos. Deveria ter partido, mas fui ficando. Não sei direito o motivo. Não fiquei por causa dos teus olhos claros nem por causa do frio que urrava lá fora. Quem sabe aguardava um motivo pra não ir; relaxei demais, não notei o tempo se esvaindo. As razões para ficar não chegaram e eu fui ficando cada vez menos. Primeiro foi-se um cílio; depois algumas unhas, então as mãos, os cheiros e os abraços. Restaram somente meus ossos, demasiado fracos para partir.
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