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No desconhecido paira meu eu. Lá sou eterno, constante; viajo com o sol e suas filhas. Lá, sou tudo, sou verdade, sou vento e mar, frio e sopro. Sou sempre, nunca páro; sou eu, inteiro eu, não mais eles. Minha náusea, meu vômito, minha água limpa, o percurso que fica pra trás conforme avanço, eu sou. Nesse lugar ainda não habitado, sou absolutamente infinito.
No entanto, cá estou: sonhando longe comigo, nesta escrivaninha que me desdenha, nesse tempo que não corre, nesse eu que aqui não chega nunca.

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