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Morri respirando o gás de Beauvoir, percorri as estradas de Kerouac, suei frio depois de matar a velha de Dostoiévski, peguei apaixonada os táxis junto de Rochefort, desejei a menina de Nabokov, mas que diferença faz?
O aluguel está atrasado. Tem a passagem de ônibus, que tá cara. Tem que comer, tem que suar, tem que correr. Aonde é que isso vai parar, perguntarei eu usando da mais baixa retórica, se todos vivermos de acordo com as segundas-vidas por nós vividas nos livros?

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