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domingo

contudo vai findando o dia. ela foi embora e ficou um silêncio que rasga, rasga o tempo, a semana, que rasga. e rasga também, cansadas, as palavras, como se tudo precisasse ser dito, de modo que sem falar, nada seria, quando na verdade para se falar o algo precisa antes ser alguma coisa.
a verdade é que o dito ocupa todo o lugar, o espaço; ele se torna o pensamento sobre o qual se forma o domingo e toda sua tristeza, o discorrer dos dias, os micro probleminhas mal resolvidos - quando falta e quando o temos em excesso.
talvez seja armadilha, talvez devêssemos ressoar menos e ficar por dentro quando tanto pensamos sair. 

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