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não tenho rosto, por enquanto

de repente não tenho dedos. nem voz. nem rosto. só vejo um mar, a neblina, em mim. só um punho fechado ao redor da garganta que não me deixa respirar. não dava pra ser nós juntos desse jeito. a culpa é minha, eu sei. sempre foi e eu sempre disse que era você; 
espero que a dor toda passe. e vai passar, eu sei que vai. mas nesse momento parece que vai durar pra sempre como uma ferida aberta escancarada que grita NÃO VÃO ME PARAR nunca... e cada segundo que passa dizem que vai ser melhor e parece o contrário TUDO me lembra você queria te odiar mas não consigo. te esquecer nunca vai dar e olha eu juro que cheguei a pensar que nos casaríamos na beira da praia e tudo. vê só a ideia? 
tudo bem, essa é só mais uma noite, logo ela vai passar e um dia novo vai surgir, porque a vida é muita dor mas também é muita beleza e sei que você continua lindo por aí. se não é amor eu não sei o que é. queria dar outro nome, mas não encontro. de quê adianta? o que importa é que sei o que é dor, essa condiz com o dicionário bem literalzinha e no caminho por aí a gente precisa aprender mais a lidar com ela do que com amor no fim das contas.

atualização: passou, sim. sobrevivi. 

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