soube tão logo o verão chegou que seria nosso último. soube porque já era tempo, a estrada era longa, o relógio derretia de exaustão dum tempo impossível de parar
nadei contra o mar de horas, ora, jamais consegui orar por nós.
e me faltou sinceridade diante do amontoado de falhas que constituem os meus sonhos secos iguais aos desertos, aos homens, aos asfaltos e aos dias de verão nessa cidade. naveguei mais do que sete mares atrás das respostas que poderiam meu navio no teu peito, mas eu não encontrei. e alguém pensar que não tentei me ofende; me ofende pois atinge um Eu que nem consegui ainda decifrar.
me ofende saber das verdades que cometi e que o fiz pela incapacidade de admitir um mar agressivo indisposto a se deixar navegar.
me ofende saber das verdades que cometi e que o fiz pela incapacidade de admitir um mar agressivo indisposto a se deixar navegar.
de quantas formas dá pra perceber que as tentativas não amenizam o fracasso e mais, que às vezes os fracassos não trazem a longo prazo o progresso?
não tem espaço pra eu existir, porque meu Eu foi tragado pelo mar em fumaças de nuvens,
uma fatia daqui de dentro dorme no oceano, outra tenta voar no céu.
uma fatia daqui de dentro dorme no oceano, outra tenta voar no céu.
inerente e perpendicular às notícias da tua existência eu sorrio, disposta a rondar o frio infinito do espaço em busca de terra fresca pra plantar tudo aquilo que em mim uma vez morreu.
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