fui mar
onda depois de onda
vagueei
tempo depois de tempo
a cada vez que por ti
fiquei em pranto
a cada vez que por mim
não houve força de vento
e em cada lar que morou
minha lágrima virou tormenta
mas quebrou onda no osso,
quebrou a tristeza
e foi virando lenda
partindo ao meio o navio
caminhado o convés,
subindo a maré,
com os braços dados em nado,
um mar de horas se foi
dum tempo que desaguou no rio
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