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permissão

entrefins entremeios entretantos entre nós
nós

nos confins desse mundo mudo
que muda sempre que alguém grita
alto constante dissonante atordoador
doa essa dor toda pra vida que
maquia o que é de verdade
que maquia tudo que sangra forte

doa alma no fio que não deixa passar agulha
e na agulha que não te costura por inteiro

doa mesmo assim
porque não tem peito que mais espande
do que aquele que se deixa desmanchar
que se derrama no colchão transformado em suor
que se assume sim, também,
incapaz duns aspectos de vida
e que se permite ser flor na dureza
que se permite entre tantos
ser capaz de amar

perto
peito
me dá permissão
de ser livre em mim

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