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me deixa morrer no deserto

a correnteza daqui
todas as coisas revolta
dentro das ondas
não sei quem sou
e não sei gritar
debaixo d'água

nas águas que tudo molham,
ouço uma súplica incomum:
me deixa secar toda essa umidade
(e tem que ser antes da chuva)

deixei meu barco no cais
e a nado
não quero enfrentar
minha tempestade

tem uma quietude estranha
no meu olhar, eu sei;
e dentro dele se chocam trovões
com clarões de esmagar o mundo
  
sou menos quando sou sólida 
mas não tem espaço aqui
pra me encharcar 

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