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pressa de viver o quê?

tenho tropeçado na vida, embaralhado os momentos, me esqueço
daquele mar onde marejei o fundo, daquele vento em que voei toda
os ponteiros derretem nas horas incapazes de solidificar
e adentram bueiros que lacram, fora da vista, locais onde fraquejo

é como uma bolha de ar dentro de cada um que vai correndo
derrubando as palavras as ideias e as vontades
as vontades se matam batalhando fôlego, onde existam e por onde respirem
onde existam porque muitas apenas brotam sem sentido, por vício
aquele cigarro que a gente fumou nem me lembro o gosto

vai descendo o hábito garganta abaixo, nem me lembro o porquê bebi
o que que eu disse? desculpa, não me lembro
perdemos aquele prazo, talvez semana que vem dê certo
o semestre quase acaba, breve vamos ter tempo... pra quê?

aquele cigarro que a gente fumou nem me lembro o gosto
a gente não presta mais atenção nem naquilo que nos mata
que dirá naquilo que nos ama


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