tem alguma coisa no silêncio
que me faz caber
talvez medite sem saber
na turbulência interna
de não precisar nadar
no mar dos outros
é que avistei terra, já faz um tempo
é que da terra nascem coisas
que aos poucos germinam
é que essa umidade se relaciona
com os vales férteis das coisas boas
e não com as incertezas
do mar oculto
não com a embriaguez
do navio perdido
que a esmo fica,
que deixa o vento guiar
cansei de ensinar o que preciso aprender
e meus versos inacabados têm sede
duma maresia que encontra no cais
lugar pra ancorar
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