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morte de todas as coisas pt II

gotas de chuva tornam mares 
palavras tornam flechas 
depois tornam agora
que vem antes, deixo pra depois

queria ter voz nessa tempestade
de areia e de silêncios

queria saciar 
no meio da falta
no meio da seca 
no meio da gente 

queria arrastar correntes 
sem que elas afundassem 
queria que meus pés
se movessem ao correr

queria que as incertezas
se esfacelassem no meio dos dedos
tornando poeira o que um dia 
foi sólido e que só sobrasse 
dúvida que nunca termina

queria 
no meio da contradição da vida 

que nada nunca morresse 


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