gotas de
chuva tornam mares
palavras tornam
flechas
depois tornam
agora
que vem
antes, deixo pra depois
queria
ter voz nessa tempestade
de areia
e de silêncios
queria
saciar
no meio
da falta
no meio
da seca
no meio
da gente
queria
arrastar correntes
sem que
elas afundassem
queria
que meus pés
se
movessem ao correr
queria
que as incertezas
se
esfacelassem no meio dos dedos
tornando
poeira o que um dia
foi
sólido e que só sobrasse
dúvida
que nunca termina
queria
no meio
da contradição da vida
que nada
nunca morresse
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