vou puxando as amarras
os pulsos dilacerados vacilam
as vozes roucas mutam
Sou toda carne
Sou toda sangue
Sou toda voz que grita
Sou os cantos da minha loucura
Sou os passos que contaminam
A estrada que percorro
Distante da minha chegada é
Sozinha, estonteante, seca
Como um deserto de amores
E tudo no fim não é sobre mim
é sobre os outros
sobre as flechas que lanço
tentando acertar outros corpos
sobre as cordas que amarro
tentando dilacerar outros pulsos
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