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eu nunca te amei

Das nebulosas celestes,
tu extorquiu a beleza
Desejando que as luzes
te dessem galáxias
com tamanha e irradiante
grandeza?

Meu cérebro é metade virgem,
metade queimado
Por isso sinto
teu amor
assim como teu choro
Sinto teu espírito orbitando
um corpo vazio e não-amado
O silêncio elemental
do anjo celestial
que há muito te deixou

Também pudera!
Nem asas suportam teu peso
de chumbo, vício e desejo

Não sabes mais me dizer
o que é estrela,
o que é satélite
Cegueira causada pela luz
um tanto forte, que te
come vivo e te estremece

Lábios, selados,
amando-se,
em um buraco negro só nosso

Nada está a meu alcance
senão deixar-te na ilusão
de que juntos estamos
e que aguardamos pacientemente
a queda dos céus,
para juntos cairmos.

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